RS registra aumento expressivo em medidas protetivas para mulheres em cinco anos

Judiciário gaúcho aponta crescimento de mais de 300% no número de concessões, com mais de 50 mil registros em 2025.

há 2 horas2 min de leitura
RS registra aumento expressivo em medidas protetivas para mulheres em cinco anos

O Rio Grande do Sul tem observado um crescimento alarmante no número de medidas protetivas concedidas a mulheres. Dados recentes do Judiciário gaúcho revelam que o total de ordens de proteção mais que quadruplicou em um período de cinco anos, indicando uma preocupação crescente com a segurança feminina no estado.

Em 2020, o número de medidas protetivas concedidas no Rio Grande do Sul era de pouco mais de 12 mil. Essa cifra, que já demonstrava a necessidade de intervenção, serve como base para comparar o salto expressivo observado nos anos seguintes.

O ano de 2025 consolidou essa tendência de alta, registrando mais de 50 mil concessões de medidas protetivas. Esse aumento de mais de 300% em relação ao início da década reflete não apenas a persistência da violência de gênero, mas também uma possível maior conscientização e denúncia por parte das vítimas.

A medida protetiva de urgência é um instrumento legal fundamental, previsto pela Lei Maria da Penha, que visa resguardar a integridade física e psicológica de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Sua concessão geralmente impõe ao agressor restrições de contato e aproximação, entre outras determinações judiciais.

O expressivo aumento desses números pode ser analisado sob diversas perspectivas. Uma delas é a ampliação do conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e os direitos das mulheres, o que encoraja mais vítimas a buscar o amparo legal.

Outro fator a ser considerado é o contínuo desafio enfrentado pelas autoridades no combate à violência de gênero. Embora o aumento das medidas protetivas mostre que o sistema de justiça está sendo acionado com mais frequência, ele também sublinha a urgência de políticas públicas eficazes de prevenção e apoio às vítimas.

As autoridades seguem monitorando a situação e avaliando o impacto dessas medidas na vida das mulheres gaúchas, buscando aprimorar os mecanismos de proteção e garantir maior segurança para todas.

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